sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O tempo

Todos os dias, quando acordamos, olhamos para a nossa janela e olhamos para o céu. Pensamos: "Vamos lá a mais um dia..." Este dia depende de muita coisa. Primeiro se esta sol ou chuva e segundo como está a nossa vida. É certo que o nosso dia tem momentos de alegria, felicidade, enfim, uma enorme e gigantesca lista infinita de sentimentos que vai moldando e adaptando ao dia que temos passado.
O sol pode ser belo, dar um dia mais florido, mais alegria, pode ser um dia fantástico, mas então e a chuva? Não é por estar a cair gotas do céu que o dia vai deixar de ser belo. A chuva são gotas de água que caem do céu, como toda gente sabe, mas o que é a água? A água é mais de metade do nosso corpo, precisamos dela para sobreviver, tal como a chuva. Quem não gosta de estar deitado na cama a ouvir a chuva cair no parapeito da janela a pensar no dia que passou? Se formos a ver a chuva é uma das mais belas coisas que a natureza nos deu. Mas o sol? O sol continua lá, atrás das nuvens, mas continua lá.
A nossa vida é tal e qual como um dia de chuva em que o sol é os nossos problemas, as nuvens o nosso ser e a chuva as palavras que vamos dizendo para ocultar os problemas que estamos a passar na nossa vida. Existem alturas quem que os dias parecem trovoadas onde o relâmpagos são os cortes que fazemos na pele para a nossa dor ser menor e deixar de existir problemas ate ao próximo corte que desferimos na nossa pele. Mas uma coisa nunca vai existir, dias de completo céu limpo. Todos os dias existe algo que nos deixa tristes, desmotivados, sem razão de ser. Nesses momentos tentamos fazer um eclipse, tentar esconder-nos ao ponto de sermos invisíveis até ao ponto que nos sentimos realmente sozinhos e procuramos ajudar e o dia chuvoso volta.
Como será possível tudo estar ligado?

João Martins

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Retiro

No passado fim de semana tive um retiro, onde tive vários tempos para reflectir sobre os temas falados. Tinha de responder a 3 questões tendo em conta 3 passagens bíblicas.
As questões eram:
1 - Quais as situações em que me senti atribulado mas não esmagado (algo que me tornou mais forte)?
2 - Quais as razoes do meu orgulho, vaidade, autosuficiência? Porque não damos ouvidos ás pessoas? Porque não lutamos pela nossa vida?
3 - Quais foram esses frutos?

Eis o que eu escrevi.

Na verdade, acho que nunca nenhuma atribulação me tornou mais forte. Sempre me senti como alguém sem motivo de estar/viver. Talvez eu seja fraco, ou talvez Deus me está a castigar por algo que eu tenha feito. Tomo conta das minhas acções, eu sei, mas tambem sei que nem sempre faço as coisas certas/corretas. Nas bem-aventuranças, Deus quer que nós encontremos a felicidade mas só sabemos que a encontramos quando a tristeza chega, ou, então vimos algum sinal. Talvez só iremos encontrar quando estivermos velhos e lembrar-mo-nos daquilo que vivemos felizes e esperamos que as coisas más não aconteçam a ninguém, mas primeiro é preciso acreditar nisso.
Não tenho motivos para me orgulhar de mim próprio. Sempre me odiei. Sinto que algo mau se apoderou de mim e ainda não se libertou. Sinto-me como alguém que foi posto aqui, não para o bem, mas sim para saber o que é sofrer na Terra. Sim, tenho os meus momentos de alegria, tal como toda gente tem. Não me gosto de comparar com os outros, sei que vou ser sempre inferior, até a minha auto-estima é baixa. Dia para baixo sinto-me mais sozinho e sem ajuda. É como se tudo estivesse a desmoronar em mim. Talvez tivesse uma vida feliz à 4 meses mas nao me sentia bem comigo próprio, tentei optar pelo lado que me iria sentir bem, mas pelo contrario, foi como se tivesse a caído num abismo sem fundo e cada vez está a ir mais para baixo.
Nos fazemos tanto planos para o futuro não é? Não gosto de os fazer com medo de não os conseguir realizar, mas sim, tenho os meus objetivos de vida, quero conseguir realiza-los, mas talvez a vontade de acreditar nisso não esteja presente.
Os frutos desta vida foi a vontade de desistir e fazer tudo de novo. Talvez assim Deus me acompanhe e me faça alguém melhor.

João Martins