Cada dia que passa sinto mais a falta de 2 pessoas na minha vida. Os meus avós paternos.
Tenho pena que não possa crescer junto deles, de fazê-los sorrir por qualquer asneira que eu fizesse, que eles não me ensinem coisas para que quando eu crescer e não cometer erros.
Deles os dois, sei pouco. Sei o básico. Perdi os dois quando ainda nem se quer sabia o que era a vida. Perdi o meu avô quando tinha 4/5 anos e a minha avó quando tinha 7 anos. Sabem como é, O ser humano só valoriza quando perde. Gostava de ter a alegria de dizer que vou ter com os meus avós, mas desde ai, deixou de existir. As lembranças que tenho deles são poucas. Lembro-me de ir almoçar uma vez a casa dos meus avós, da minha avó sempre que eu ia vê-la dizia para eu ir a mesa de cabeceira dela buscar um saco de rebuçados para mim, do meu avô usar sempre a sua boina e de estarem sempre com um sorriso na cara de quem estava orgulhoso por me ver, mas quem tem orgulho agora, sou eu. Orgulho neles os dois, por terem feito do meu pai um homem e quererem que ele me faça um tal como ele é. Sei que eles vêm tudo o que faço aqui na Terra, por isso, sinto que tenho a obrigação de fazer tudo o que estiver no meu alcance para que eles estejam felizes quer onde eles estejam.
João Martins
João Martins
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